Carnaval e Feminismo

O carnaval de 2019 se tornou o palco da resistência cultural e popular contra a reação conservadora no Brasil. Não por acaso o protagonismo desta politização do carnaval e da carnavalização da política está com as mulheres, justamente as mais atingidas por toda esta conjuntura reacionária. Não é exatamente uma novidade. Desde, pelo menos, as manifestações do #EleNão durante as eleições passadas, as mulheres vem dando a linha. E trazem consigo as baterias, as danças e a alegria dos blocos.

Coincidência ou não, o 8 de março – que tradicionalmente abre o calendário de manifestações de rua dos movimentos populares a cada ano – em 2019 caiu na semana do carnaval. As mina pularam nos bloquinhos de sábado a quarta, e na sexta não perderam o pique. Foram pra rua mostrar que os reaças não terão vida fácil no seu projeto de regredir décadas em direitos e liberdades no Brasil.

O maior símbolo desta guinada foi sem dúvidas o desfile da Estação Primeira de Mangueira, campeã do carnaval do Rio de Janeiro. Com o enredo “História para ninar gente grande”, a mangueira deu a todos uma lição de educação popular e arte militante.

Para entender melhor este fenômeno e conversar sobre como o carnaval e a luta das mulheres se mesclaram neste ano, o Granma chamou para embarcar Bernadete Monteiro, da Marcha Mundial das Mulheres, e Lorena Lemos, do Levante Popular da Juventude, do carnaval de Belo Horizonte.

O Celso, esse pilantra, foi pular carnaval na Bahia e resolveu não voltar!

Ficha técnica

Apresentação e Roteiro: Amélia Gomes e Marcelo Pereira. Edição: Amélia Gomes. Logo do Granma: Tiago de Macedo Rodrigues. Capa: Marcelo Pereira.

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Ouça nosso episódio piloto sobre o carnaval de Belo Horizonte

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