Amélias?

mulheres reunidas em torno de uma mesa numa cozinha preparando um bolo e sorrindo.

Belas, recatadas e do lar? Nossa sociedade está fundada em profundas raízes patriarcais, as quais dão às mulheres o papel de ficar em casa, no ambiente privado, responsáveis pelo trabalho doméstico.

A isto soma-se nosso recente passado escravocrata, em que mulheres negras eram escravizadas para cuidar da casa do senhorio. Esse é um dos fatores que explica o porquê do trabalho doméstico no Brasil ser tão invisibilizado, não reconhecido e mal remunerado.

A ascensão da ultradireita no Brasil traz desafios ainda maiores para a emancipação feminina, haja vista, por exemplo, que Jair Bolsonaro, quando era deputado, foi o único que votou contra os direitos trabalhistas das empregadas domésticas.

Medidas como a Reforma da Previdência e a Emenda Constitucional 95, que inviabiliza o crescimento das políticas sociais como educação infantil, saúde e cuidado com idosos, colocam em perspectiva a volta de muitas mulheres aos lares, empurradas pelo desemprego e pelo trabalho precário.

É necessário ressignificarmos a responsabilidade com as tarefas domésticas e o papel das mulheres na sociedade. Pra falar sobre essa realidade, nós escalamos um time de primeira! Convidamos para essa prosa Aline Hack, do podcast Olhares, e Jordana Cristina de Jesus, demógrafa e professora da UFRN.

Além disso, Celso das Chave conta pra gente sobre seu transtorno obsessivo compulsivo em arrumar e manter organizadas suas coisas. Ninguém mexe na mesa desse homem! Socorrrr

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Três anos de lama

fachada de uma casa destruída pela lama com uma mesa de pebolim à porta

Há três anos atrás, o rompimento da barragem de Fundão, da Samarco, repercutiu mundialmente como o maior crime ambiental da história do Brasil. Na prática, significou a morte do Rio Doce, um dos mais importantes da região Sudeste.

Passado esse tempo, não houve punição dos responsáveis, e sequer foram reparados os enormes danos que sofreram os milhares de atingidos ao longo da bacia do Rio Doce. Espalham-se os casos de contaminação, desaparecimento de espécies, morte do solo e da água para a agricultura e a pesca.

Para fazer um balanço desse triste episódio, nós convidamos Camila Cecilina do Nascimento Martins, do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM), e Letícia Oliveira, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).

Além disso, nosso editor Celso das Chaves lembra de suas histórias em Mariana.

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Como vamos resistir?

Não se deixar cooptar, não se deixar esmagar, lutar sempre! Dada a vitória eleitoral da ultradireita nas eleições de outubro, e a derrota estratégica que sofremos, com boa parte da população brasileira abraçando o projeto neofascista, cabe a nós a resistência!

Como foi possível para a ultradireita construir essa vitória eleitoral? Quais são as ligações com a história recente brasileira? Como será o seu governo? E a nossa resistência? Quais são os caminhos a tomar?

Para debater estas e outras questões convidamos a Profa. Regina Helena Alves da Silva, do Departamento de História da UFMG, e Frederico Santana Rick, da Frente Brasil Popular.

Além disso, nosso editor Celso das Chave faz uma pequena digressão sobre a viabilidade dos grupos de família do WhatsApp no pós-eleições.

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A ~nova~ direita brasileira

Precisamos falar sobre a direita brasileira para além das caricaturas e memes. Por mais que Bolsonaros, Daciolos, Constantinos e Olavos nos forneçam muito material para boas risadas, nossa tripulação do Granma montou um time de primeira para uma conversa aprofundada sobre as características da atual direita brasileira, que saiu do armário nos últimos anos e chega forte nas eleições de outubro.

Quem são estes novos grupos e partidos que não têm mais vergonha de se afirmar enquanto direita? Qual a relação deles com a mídia brasileira? E com os grupos liberais e libertários internacionais? Quais são as suas origens históricas? E a relação deles com o conservadorismo cristão, católico e pentecostal?

Para responder estas e outras perguntas, convidamos o Prof. Rodrigo Patto Sá Motta, do Departamento de História da UFMG, e Talita Victor, servidora da Câmara dos Deputados e militante do PSOL.

E, claro, não podemos nos esquecer do Celso das Chave rachando os bicos com os lunáticos profetas do apocalipse da URSAL.

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Pra onde vai a classe trabalhadora no Brasil?

pintura

Todo o produto de quem sua
A corja rica o recolheu.
Querendo que ela o restitua,
O povo só quer o que é seu!

O Granma deste mês é um debate necessário sobre os rumos da classe trabalhadora e do movimento sindical em tempos de golpe de Estado no Brasil!

Nossa imagem do movimento sindical ainda é a dos operários do ABC Paulista, das grandes greves e manifestações. Entretanto, o capital tratou de transformar radicalmente o perfil da classe trabalhadora, com fenômenos como o home-office, a uberização, a terceirização, etc.

Tem se falado muito na crise dos sindicatos no Brasil a partir do fim do imposto sindical e da reforma trabalhista ultraliberal que, na prática, acabou com todo o arcabouço legal que a classe trabalhadora havia conquistado ao longo de décadas de mobilização. Qual será agora o rumo dos sindicatos?

Pra falar sobre este e outros aspectos, convidamos Felipe Pinheiro, diretor de comunicação do SINDPETRO, e com Juliane Furno, assessora da CUT. E ainda tem as pistolagens do Celso das Chave. Continue lendo “Pra onde vai a classe trabalhadora no Brasil?”

Episódio 5 – A Copa do Mundo é nossa?

capa do episódio 5 do Granma Podcast A Copa do Mundo é Nossa?O ousado chegou!!! Nosso iate se aventurou nos gelados mares do norte e desembarcou em praias russas para falar sobre a Copa do Mundo, o maior evento esportivo do mundo.

Entre tweets do Neymar e do Canarinho Pistola, será que a Copa do Mundo continuará sendo um evento popular, que atrai a atenção do mundo todo, ou a pasteurização elitista da FIFA, com seus estádios vultuosos e caros, vai acabar fazendo com que percamos o interesse?

Convidamos Daniel Giovanaz e Poliana Dallabrida, que são correspondentes do jornal Brasil de Fato na Rússia, e Wallace Oliveira, da redação do Brasil de Fato-MG, para conversar sobre como a Copa do Mundo do Brasil modificou a cultura da torcida no povo brasileiro, a elitização do futebol e a camisa da CBF (ou seria da seleção?). Aproveitamos nossos correspondentes para saber um pouco mais do clima da Copa, do modo como o país lidará com temas como racismo, xenofobia e homofobia durante o evento e de que forma  tudo isso se mistura geopoliticamente.

Falamos também do saudosismo e do romantismo do Canal 100 e damos dicas de como acompanhar a Copa escapando das garras da Rede Globo e do Galvão Bueno. Sem falar nas pistolagens do Celso das Chave, nosso editor antissocial.

E no final do programa estreamos nosso quadro de cartinhas!

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Episódio 4 – Como Tratar a Loucura? Reforma Psiquiátrica e Luta Antimanicomial

Liberdade, ainda que tantã! Cada vez mais a saúde mental é um assunto que desperta interesse das pessoas. Temas como loucura, depressão, suicídio, drogas e assédio são campeões de busca na internet, o que mostra como o capitalismo adoece cada vez mais as pessoas.

Nem todos sabem, mas o Brasil tem acumulado, a partir da década de 80, uma importante experiência em lidar com o sofrimento mental através de uma política pública que não prevê o isolamento dos usuários. É a chamada Reforma Psiquiátrica.

O Granma levantou âncora e navegou nos mares da loucura e da mente humana para conversar um pouco sobre como o Brasil trata as pessoas com sofrimento mental. Também falamos sobre os retrocessos que o golpe impõe à política nacional de saúde mental, a exemplo do internamento forçado dos dependentes químicos de álcool e outras drogas.

Rolou uma conversa bem legal com Laura Fusaro, da ASSUSSAM-MG (Associação dos Usuários de Saúde Mental de MG), e Marco Túlio Pereira, médico de família em Petrolina-PE e mestrando em Atenção Psicossocial na UFRJ. Além disso, no nosso quadro carta náutica, falamos sobre Nise da Silveira, pioneira na luta antimanicomial no Brasil, e do bloco de carnaval Liberdade Ainda que Tantã, de Belo Horizonte. Continue lendo “Episódio 4 – Como Tratar a Loucura? Reforma Psiquiátrica e Luta Antimanicomial”

Episódio 3 – É golpe!

capa do episódio 003 Granma Podcast É golpe!

Em abril não teria outro tema possível! Fazemos uma comparação entre os dois golpes contra a democracia brasileira que aconteceram neste mês: o golpe de  1964 e o de 2016. Conversamos com Zuenir Ventura, jornalista e escritor, autor do clássico “1968, o ano que não terminou”; com Olivia Carolino, economista, professora e dirigente da Consulta Popular; e com João Paulo Cunha, jornalista mineiro e colunista do Brasil de Fato. Eles contaram para nós os fundamentos econômicos, políticos e sociais do golpe, o papel da mídia e das classes sociais.

Também lembramos de Violeta Parra e de Oswaldão, o herói do Araguaia que enfrentaram, cada um a seu momento e em seu país, um golpe de Estado. Continue lendo “Episódio 3 – É golpe!”

Episódio 2 – Vai pra Cuba!

capa do episódio 002 Granma Podcast Vai pra Cuba
Fidel segurando a bandeira de Cuba. Escrito em destaque: Vai pra Cuba!#002 e logo do Granma.

Voltamos pra ficar! No episódio #002 nós conversamos com dois brasileiros que atenderam ao clamor dos coxinhas e foram para Cuba! Eles estiveram no país em dois momentos diferentes: Irany Campos morou em Havana na década de 70; e Juliana Bonassa fez seus estudos na ilha nos últimos 10 anos. No bate papo a gente fala sobre o cotidiano do povo cubano e sobre as transformações sociais da ilha desde a Revolução de 1959. Continue lendo “Episódio 2 – Vai pra Cuba!”

Episódio Piloto – Carne de carnaval


capa do episódio 001 Granma Podcast Carne de Carnaval

Levantamos âncora e fomos mar adentro! No nosso episódio de estreia vamos discutir o carnaval, como ele pode nascer de uma contestação da privatização do espaço público, suas origens populares, e a utopia de uma ocupação carnavalesca da cidade! Continue lendo “Episódio Piloto – Carne de carnaval”